1 POLEGADA: formato de
vídeo lançado pela SONY em 1964, que utilizava carreteis abertos (open reel) e sistema
de varredura helicoidal.
2D: técnica de modelagem de objetos e
animação em computador que utiliza duas dimensões (largura e altura).
3D: técnica de modelagem de objetos e
animação em computador que utiliza três dimensões (largura, altura e profundidade).
8mm: formato de vídeo criado em 1985, como
fruto de um acordo entre os principais fabricantes na tentativa de padronização dos
formatos. Sua qualidade de imagem (43 db na 1a geração) é semelhante à do VHS.
ANIMAÇÃO: técnica que usa uma seqüência de
desenhos para dar a ilusão de movimento.
ARGUMENTO: é uma narração breve da estória com
detalhes específicos sobre os acontecimentos, os cenários, as locações e as
personagens sem introduzir a divisão de planos, o enquadramento e a movimentação da
câmera. O argumento normalmente é um pouco mais detalhado que a sinopse.
ASSEMBLER: modo de gravação de vídeo e áudio
simultâneos acionado através da tecla "REC" que apaga a trilha de tracking
pre-existente e regrava nova trilha, causando um rasgo no final da gravação.
ASSINATURA: identificação, através de logomarca, da
empresa que vende o produto ou serviço. Geralmente é a última parte de um comercial de
televisão.
BETACAM: formato de vídeo profissional lançado
pela SONY em 1982 que utiliza fita de ½ polegada, e separa o sinal de vídeo em três
canais chamados componentes. Sua qualidade de imagem ultrapassa os 50 db's. Existem
variantes do formato Betacam como o Betacam-SP e o Betacam Digital.
BETAMAX: foi o primeiro formato de videocassete
realmente destinado ao uso doméstico, com fita de 1/2" de largura. O Betamax é
superior ao VHS, pois apresenta uma série de vantagens, tais como: estojo da fita menor,
cilindro de gravação um pouco maior, parte mecânica mais precisa e, principalmente,
sistema de carregamento da fita em U. O formato, apesar de receber variações mais
aperfeiçoadas como o Super Beta e o ED Beta, perdeu seu lugar no mercado para o VHS por
questões de marketing.
CARTOON: cartum em português, é o desenho
humorístico, caricatura ou esboço.
CASSETE: palavra de origem francesa que significa
caixa. É uma caixa de plástico protetora resistente, de tamanho padronizado, que contém
dois carreteis de fita magnética.
CENA: é a reunião de planos que estão
relacionados com a mesma ação principal e/ou com a mesma locação. Normalmente a cena
está relacionada ao cenário, pois é comum uma determinada ação começar e terminar na
mesma locação.
CHARGE: é o cartoon político.
CHROMA-KEY: literalmente, "chave de cor". É
uma técnica de sobreposição de imagens que recorta tudo o que for de uma determinada
cor num canal, normalmente um fundo azul, e substitui pela imagem de outro canal.
KINESCOPIA: cópia de vídeo para filme.
CLAQUETE: quadro preto gravado pela câmera no início
de cada cena ou plano que contém informações relevantes para a identificação dos
mesmos no momento de edição.
CLOSE-UP: plano de enquadramento, também chamado de
primeiríssimo plano, que mostra somente a cabeça do ator.
COLOR BARS: padrão de barras coloridas de formato internacional
utilizado para calibrar as cores dos monitores. As cores são: branco, amarelo, ciano,
verde, magenta, vermelho, azul e preto.
CORTE SECO: mudança de cena em que não se usa nenhum
efeito de transição, para isso sendo suficientes apenas dois VCRs na ilha de
edição.
CRÉDITOS: colocação dos nomes dos profissionais que
realizaram ou participaram da realização de um vídeo ou programa, geralmente no final
do vídeo.
DECUPAGEM: é a divisão do filme ou vídeo em planos.
DIGITAL: sistema de processamento e gravação de um
sinal magnético que converte as curvas de variação de voltagem do sinal analógico em
dígitos, normalmente nos códigos binários 0 e 1, de qualidade superior ao sistema
analógico. A cópia de digital para digital (sem decodificação analógica e sem
recompressão) não produz perda de geração na qualidade da imagem.
DIGITAL-8: formato de vídeo criado pela SONY que grava
sinal digital DV em videocassetes HI-8
DIGITAL-S: formato de vídeo criado pela JVC que grava
sinal digital DV em videocassetes Super-VHS.
DOLLY: mecanismo especial utilizado para realizar
suaves movimentos de travellings com a câmera que utiliza rodas sobre trilhos especiais
ou sob o tripé.
DROP-OUT: são pequenas falhas na fita resultantes do
desprendimento das partículas magnéticas. Como efeito visual, durante a reprodução,
aparecem pequenas linhas horizontais brancas na imagem.
DV: ou digital vídeo são formatos de vídeo
digitais criados na década de 90 como o DV-CAM, O DVC-PRÓ, o mini-DV e o Digital-S.
Existem também outros formatos digitais mais antigos, como Betacam Digital, D1, D2.
DVD: digital versatile disc. Tipo de compact disc
criado para substituir o CD-ROM com o mesmo formato físico deste. Comporta cerca de dez
vezes ou mais a capacidade de gravação de um CD-ROM convencional e vídeos com alta
qualidade de imagem no formato digital MPEG-2, além de áudio polifônico tipo Surround
AC3. O DVD também comporta legendas em vários idiomas no mesmo disco.
EDIÇÃO: processo de pós-produção do vídeo equivalente à
montagem no cinema, consiste na cópia dos planos e cenas selecionados do videotape
original para o "master" ou matriz com ou sem efeitos e mixagens.
EDIÇÃO NÃO LINEAR: sistema de edição em que o som e as
imagens são gravadas em discos, permitindo o acesso imediato a qualquer ponto do vídeo.
Estes discos podem ser CDs, DVDs ou discos rígidos de computador (HDs). Neste sistema, a
gravação e o processamento das imagens e do áudio é inteiramente digital e
computadorizado, oferecendo inúmeras vantagens sobre o sistema convencional analógico.
EFEITO: é toda arte que produz alteração na
imagem gerando um produto distinto do original.
ELENCO: grupo de pessoas (atores, atrizes e
figurantes) que representam as personagens e fazem a figuração de um filme.
ESTÉREO: reprodução de um programa através de dois
ou mais canais para criar uma terceira dimensão com posicionamento espacial para
instrumentos e vozes.
EXTERNA: gravação fora do estúdio.
FADE-IN: efeito de fusão progressiva do preto para a
imagem.
FADE-OUT: efeito de escurecimento progressivo da
imagem até o preto.
FILME: tira em película de celuloide revestido com
emulsão fotosensível, usado para fotografia. Após exposto à luz, deve passar pelo
processo de revelação e fixação das imagens, que poderão ser copiadas em papel
fotográfico apropriado ou projetadas em tela a partir do positivo.
FOCO: é a formação da imagem com a máxima
nitidez através do posicionamento exato do centro ótico da lente.
FRAME: o mesmo que quadro de imagem estática.
FUSÃO: efeito de superposição de imagens em que
uma aparece na medida em que a outra some.
GRANDE PLANO GERAL: é o enquadramento que permite o maior
ângulo de visão, valorizando a paisagem e desvalorizando o personagem.
GRUA: tipo de guindaste especial para elevar a
câmera ao mesmo tempo que gira sobre o eixo, permitindo grande flexibilidade de
movimentos axiais e verticais.
HI-8: formato de vídeo lançado em 1989 pela
SONY, é um aperfeiçoamento técnico do 8mm, que mantém as mesmas dimensões de fita e
cartucho, porém incorporando maior nitidez de imagem (cerca de 400 linhas) e áudio
estéreo Hi-Fi tipo PCM. O nível de sinal/ruído é de 46 db na primeira geração.
HI-FI: high-fidelity, significa som de alta
definição, gravado por cabeças giratórias sob a forma de freqüência modulada, porém
de qualidade semelhante a de um CD digital.
ILHA DE EDIÇÃO: local onde ficam os equipamentos de
edição.
INCLINAÇÃO: movimento em que a câmera não sai do lugar
mas a lente aponta para cima ou para baixo, também conhecido como panorâmica vertical.
INSERT: modo de edição em que o trecho da fita
matriz que vai receber a gravação não pode estar virgem, deve possuir uma base com o
registro da pista de tracking. Isto permite gravarmos só o vídeo sem apagar o áudio
preexistente e vice versa. Não provoca rasgo no final da gravação como no modo
assembler.
LOCAÇÃO: qualquer local de gravação fora do
estúdio.
MAPEAMENTO: ato de identificar as imagens gravadas e
anotar em formulário próprio sua localização na videocassete.
MESA DE CORTE E EFEITO: equipamento usado na ilha de edição que
corrige e estabiliza as imagens advindas das câmeras e VCRs de playback, acrescenta
efeitos artísticos e bordas, mixa e faz transição entre os canais de áudio e vídeo,
enviando a imagem resultante deste processo ao VCR recorder.
MIXAGEM: é a mistura entre dois ou mais canais de
áudio com controle dos níveis de cada um.
MONO: um único canal de áudio.
MONOCROMÁTICO: sistema de cores preto e branco.
NTSC: sistema de cores e transmissão utilizado em
mais de 40 países, inclusive USA e Japão, que tem 30 quadros de imagem por segundo, 525
linhas de resolução e opera em rede elétrica de 60 Hertz. A sigla significa National
Television System Committee.
OFF-LINE: tipo de edição de vídeo mais econômica
muito utilizada para se produzir rascunhos da edição final. Geralmente é feita em VHS
com o time-code gravado sobre as imagens e utilizando somente cortes secos. O objetivo
maior é saber quais planos de imagem comporão a edição final e em que seqüência para
submeter à aprovação do cliente antes da edição final.
PACK-SHOT: Imagem do produto em primeiro plano.
PAL-M: sistema de cores e transmissão utilizado
exclusivamente pelo Brasil, bastante semelhante ao NTSC. A diferença entre os dois é a
freqüência de croma (3,579545 MHz no NTSC e 3,575611 no PAL-M). A sigla significa Phase
Alternation Line - M onde PAL é o sistema de cores e M é o padrão de transmissão.
PANORÂMICA: movimento de câmera em que esta gira ao
redor de um eixo imaginário qualquer, sem se deslocar, mostrando, por exemplo, uma
paisagem ou cenário.
PLANO: é um segmento de imagem contínua
compreendido entre dois cortes, ou seja, é a imagem registrada durante o intervalo de
tempo no qual a câmera está gravando.
PLANO AMERICANO: enquadramento de cinema que mostra a
personagem dos joelhos para cima ou da cintura para cima.
PLANO CONJUNTO: enquadramento de TV que corta o ator na
altura dos joelhos ou um pouco abaixo.
PLANO GERAL: enquadramento de TV que mostra o ator de
corpo inteiro.
PLANO MÉDIO: enquadramento de TV que mostra o ator da
cintura para cima.
PRIMEIRÍSSIMO
PLANO: enquadramento
de TV que mostra apenas a cabeça do ator.
PRIMEIRO PLANO: enquadramento de TV que mostra a cabeça do
ator, cortando-o na altura do peito.
QUADRINHOS: estória contada através de uma
seqüência deliberada de imagens ou desenhos justapostos.
ROTEIRO: é um texto com a descrição detalhada das
cenas, diálogos e indicações técnicas de um vídeo ou de um filme. Sua função é
orientar a equipe durante as gravações ou filmagens.
SEQÜÊNCIA: é um conjunto de cenas que dão
continuidade a uma história.
SINOPSE: é uma narração breve da estória com
detalhes específicos sobre os acontecimentos, os cenários, as locações e as
personagens sem introduzir a divisão de planos, o enquadramento e a movimentação da
câmera.
STORY-BOARD: é o roteiro gráfico, desenhado em
quadrinhos, em que cada retângulo corresponde a um plano.
STORY-LINE: é a síntese da sinopse, ou seja, é o
próprio enredo. A story-line pode ter de 1 a 6 linhas e deve resumir as três etapas
principais da estória: a apresentação, o desenvolvimento e a conclusão do incidente
que compõem o eixo de ação central.
SUPER-VHS: formato de vídeo lançado pela JVC em
1987, é o resultado de um aperfeiçoamento técnico do VHS convencional. A principal
característica do S-VHS é uma resolução horizontal de cerca de 400 linhas, graças à
elevação do sinal de luminância (preto e branco), que trafega separado do sinal de
croma (cor). O nível de sinal/ruído é de 45 db na primeira geração. A cassete de
S-VHS tem as mesmas dimensões da VHS, porém as fitas S-VHS são feitas de um material de
qualidade superior às VHS.
TAKE: o mesmo que tomada. É o registro repetido
do mesmo plano, ou seja, quando o mesmo plano é gravado repeditas vezes, chamamos cada um
de take 1, take 2, take 3...
TBC: sigla que significa Time Base Corrector, é
um corretor digital de erros de temporização que põe cada etapa do sinal de vídeo no
seu devido tempo exato.
TELECINAGEM: cópia de um filme (película fotográfica,
celulóide) para uma fita de vídeo.
TELEVISÃO: literalmente, "visão de longe"
é a visão que temos através de um aparelho televisor.
TIME-CODE: código digital que pode ser gravado nas
fitas de vídeo, que informa o tempo decorrido de gravação em horas, minutos, segundos e
frames. Com o time-code, cada quadro de imagem passa a ter seu endereço exato e
definitivo.
TRANSCODIFICAÇÃO: sistema de conversão de um sistema de
cores em outro. Por exemplo: de PAL-M para NTSC.
TRAVELLING: é o movimento no qual a câmera se desloca
em qualquer direção.
U-MATIC: formato de vídeo lançado pela SONY em
1969. O U-MATIC foi o primeiro videocassete a aparecer no mercado. A fita de U-MATIC
possui a largura de ¾ de polegada e é encontrada em cartuchos com dois tamanhos
diferentes: KCA e KCS. Existe uma variante do formato U-MATIC que é o SP (superior
performance).
VCR: o mesmo que Videocassete Recorder, é o
aparelho utilizado para reproduzir ou gravar a videocassete.
VHS: formato de vídeo desenvolvido inicialmente
pela SONY, que posteriormente o abandonou para a JVC. Se tornou o formato mais popular. A
sigla é a abreviação de Vídeo Home System, ou seja, sistema de vídeo doméstico.
Oferece resolução de imagem de cerca de 240 linhas horizontais e nível de sinal/ruído
de 42 db na primeira geração. A fita VHS tem a largura de ½ polegada e pode ser gravada
e reproduzida em três velocidades: SP, LP e SLP ou EP.
VIDEO: o nome vídeo, etimologicamente, provém de
"ver". O conceito é antigo, desde a invenção da televisão eletrônica, na
década de 30. Os circuitos tinham o nome, em inglês, de "audio" e
"video".
VIDEOCASSETE: é uma caixa de plástico padronizada que
contém em seu interior dois carreteis de fita de vídeo, um alimentador e um de
rebobinamento. As fitas são feitas de poliéster tensilizado e se destinam à gravação
magnética. Existem cinco tipos de revestimento utilizados nas fitas de vídeo: óxido de
ferro, dióxido de cromo, óxido de ferro absorvido com cobalto, metal puro e metal
vaporizado.
VINHETA: efeito visual e sonoro de curta duração.
A vinheta é inserida na abertura, no início do capítulo, entre breakes e no
encerramento do bloco.
WIPE: efeito em que uma imagem entra por cima da
outra como se fosse uma cortina. Existem centenas de formas e combinações de wipe.
ZOOM: conjunto de lentes com distância focal e
abertura angular variáveis.
ZOOM-IN: efeito de aproximação causado pelo aumento
da distância focal e diminuição da abertura angular da lente.
ZOOM-OUT: efeito de afastamento causado pela
diminuição da distância focal e aumento da abertura angular da lente. |